Vale a pena manter um aparelho original de fábrica ou é melhor fazer root?

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Desde que o Android surgiu e começou a se popularizar, as discussões sobre as suas qualidades e diferenças com relação ao iOS, da Apple, sempre fizeram parte do mundo da tecnologia. Comparações entre os dois concorrentes são praticamente inevitáveis, e qualquer site ou fórum de internet que tente tratar do assunto, vai acabar abordando esse assunto.

Como estamos falando do Android, vale lembrar que um dos argumentos mais utilizados pela galera do robozinho verde é o fato de que nele você encontra mais possibilidades de personalização do que em qualquer outro sistema operacional móvel. Aqui, você é capaz de instalar launchers, planos de fundo animados e trocar os pacotes de ícones, entre outras possibilidades.

E, para os entusiastas mais empolgados, todas essas alternativas não são suficientes. Há quem queira ainda mais, seja com relação à personalização da aparência do sistema ou para ter um controle ainda mais livre (e avançado) sobre as opções e ferramentas do SO. E é isso que o root para o Android permite.

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Com um aparelho rooteado, você obtém o chamado “acesso privilegiado” a diversas novas opções dentro do Android. Assim, você é capaz de ativar ou desativar praticamente qualquer recurso do seu gadget – inclusive acessando diversas ferramentas bloqueadas pela própria fabricante do seu aparelho.

Assim, se quiser, você pode realizar overclock e aumentar o poder do gadget, instalar programas diferenciados ou trocar o sistema operacional por uma versão mais personalizada, por exemplo. É claro que há também muitos riscos a serem assumidos – e são essas vantagens e desvantagens que vamos mostrar nesse artigo. Confira.

Por que devo rootear?

Sistema atualizado

Uma das principais críticas aos aparelhos com o sistema da Google é o fato de que há uma enorme fragmentação entre as diversas versões do sistema operacional. Para citar um exemplo, segundo o último levantamento feito pelo site Android Developers, até o começo do último mês de maio, o Gingerbread (Android 2.3) ainda era o mais utilizado em todo o planeta, habitando 38,5% dos aparelhos.

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Um dos motivos para isso é o fato de que muitas fabricantes acabam deliberadamente abandonando aparelhos considerados defasados e que foram lançados já há algum tempo. Com isso, os consumidores é que pagam o pato e ficam presos a versões antigas do sistema operacional.

Uma das saídas para isso é realizar o root e ir atrás de uma atualização “forçada”. Alguns desenvolvedores independentes conseguem portar versões do Android desenvolvidas para aparelhos com hardwares parecidos.

Assim, basta vasculhar a internet para achar algum trabalho do tipo – e não é difícil encontrar versões adaptadas do SO para a maioria dos aparelhos mais populares.  Dessa forma, o root no seu Android acaba tornando possível que você consiga passar por cima das limitações impostas pelo fabricante do seu gadget.

ROMs personalizadas

Assim como atualizações não oficiais do sistema operacional, com o root você consegue instalar, também, ROMs totalmente personalizadas para o Android. Essas versões alternativas do SO trazem funções adicionais e interfaces muito diferentes das comumente vistas nos tablets e smartphones.

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A “distribuição” mais famosa é a CyanogenMod. Além de contar com versões para dezenas de aparelhos diferentes, essa ROM traz uma interface totalmente diferente (e personalizável), vários recursos adicionais para o Android e, de quebra, ainda pode melhorar a performance do seu gadget.

Além dela, basta vasculhar os fóruns especializados espalhados pela internet para encontrar diversas outras opções de ROMs para todos os tipos de aparelhos. São alternativas focadas em simplicidade, desempenho ou ferramentas experimentais que podem mudar totalmente a sua visão junto ao sistema operacional.

Programas exclusivos

A Google Play tem milhares de programas com finalidades para praticamente tudo o que você possa imaginar. Ferramentas, como exploradores de arquivos, sistemas de lembretes e organizadores, só para citar alguns exemplos, podem ser encontradas aos montes.

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Contudo, muitas aplicações são um pouco mais restritas e só funcionam em aparelhos rooteados. Essa exigência é necessária porque alguns desses softwares precisam ter acesso a determinadas funções bloqueadas do sistema. Se isso é um impedimento para muitas pessoas, também pode ser uma grande vantagem.

Com mais liberdade de acesso ao Android, esses programas, em muitos casos, são bem mais poderosos que as versões “sem root” de aplicações semelhantes. Essas diferenças podem ser vistas nos launchers exclusivos e nos softwares para melhoria de desempenho.

Pimp my Rom, por exemplo, traz dezenas de opções de otimização para o aparelho, funcionando apenas em gadgets rooteados. Já para os que querem um backup mais completo e seguro, o Titanium Backup é, provavelmente, o programa mais consagrado nesse sentido.

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Além disso, com o aparelho rooteado, novos recursos podem ser disponibilizados para o seu Android. Programas para adicionar o controle de gestos ou que facilitem a utilização do seu smartphone, como um controle de video game, por exemplo, são algumas das opções.

Os mais corajosos podem deixar o aparelho com funcionamento mais personalizado. Programas para overclock e underclock estão disponíveis na Google Play, tudo para que você regule o potencial do gadget. Por meio da troca do kernel, você é capaz de reduzir o consumo de energia do seu Android, por exemplo.

Por que NÃO devo rootear?

Perda de garantia

Ao rootear o aparelho, você assume diversos riscos – e um deles é o de perder completamente a garantia do seu gadget. Há certa discussão sobre a validade de tal proibição por parte das fabricantes, contudo, é de conhecimento comum o fato de que realizar alterações no sistema original do Android acarreta em perda do benefício.

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Não podemos tirar totalmente a razão das fabricantes. Acontece que esse tipo de mudança pode, realmente, acabar estragando o aparelho – e não é justo que a empresa pague por um erro que você tenha cometido.

Se pequenos problemas de sistema até podem ser reparados, caso você instale uma ROM que use um kernel com um overclock muito alto, por exemplo, o stress do processador pode vir a queimar o aparelho. Aí já não é mais um problema somente de software, mas também de hardware – e, veja só, foi causado por você.

Inclusive, vale lembrar que praticamente todas as ROMs disponíveis na internet contam com um aviso sempre em destaque: “Você pode queimar o seu Android se não fizer tudo com cuidado e não somos responsáveis por qualquer dano permanente em seu aparelho”.

Tem que ter muita vontade de estudar

Atualmente, existem centenas de aparelhos diferentes com o Android como sistema operacional. Como já dissemos acima, a maioria deles vem com personalizações específicas dos fabricantes, ou seja, nenhum Android é exatamente igual ao outro. Por exemplo, a Samsung aplica as suas mudanças, enquanto a Sony faz as suas personalizações, a HTC instala o seu launcher e assim por diante.
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Na maioria dos casos, o “brick” tem solução. Isso, contudo, vai exigir muita dedicação e boa vontade na hora de ler e reler diversas páginas, postagens em fóruns e manuais de usuários avançados do seu aparelho. Dominar outras línguas, nesse caso, pode ser fundamental para que você encontre a solução para o seu problema.

Além disso, muitas vezes é necessário também que você instale uma versão “pura” do Android utilizado no seu gadget – aquela com a qual ele saiu de fábrica. Nesses casos, quase sempre é necessário que você diga adeus aos programas e configurações instalados no gadget.

Já tem o Jelly Bean? Então pense duas vezes…

Nem todo mundo que faz root no Android está em busca de grandes aventuras ou alterações significativas no aparelho. Às vezes a ideia é simplesmente eliminar algum programa da sua operadora ou definir determinadas configurações mais avançadas. A Google parece estar atenta a esses desejos, tanto é que adicionou diversas ferramentas desse tipo nas últimas atualizações do sistema operacional.

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Assim, quem tem o Android 4.1 (Jelly Bean) – e até mesmo os que contam com o Ice Cream Sandwich (4.0.4) – já pode desfrutar de algumas configurações dentro dos próprios menus do sistema operacional. Por ali, você é capaz de forçar a GPU do gadget a trabalhar também com ferramentas em duas dimensões, por exemplo.

Muitos aparelhos também já apresentam opções para que você elimine (ou pelo menos bloqueie) determinados programas que venham pré-instalados – e que você não tem vontade nenhuma de utilizar. As notificações de alguns aplicativos também já podem ser desabilitadas nos menus do Android.

Quer uma foto da tela? Basta segurar os botões “Home” e “Power” e uma screenshot é instantaneamente tirada. Além disso, você é capaz de restringir programas quanto ao acesso à sua rede de dados, algo que pode ajudá-lo bastante no consumo de banda do seu gadget. Além desses exemplos, várias outras opções estão ali, prontas para serem exploradas, algo que pode render bem menos dores de cabeça do que a realização de um root no seu gadget.

…..

A verdade é que fazer root é um processo trabalhoso e arriscado; por isso, só vale a pena mesmo caso você queira realizar várias mudanças no seu gadget. E você, o que acha? Você tem vontade de fazer o root ou já tem um aparelho desbloqueado? Aproveite para compartilhar as suas experiências com a galera na seção de comentários!

Post do site: TecMundo

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