Os principais marcos em 5 anos de Android

A história do sistema operativo Android é mais antiga, mas foi em 2008 que surgiu no mercado o primeiro smartphone suportado na plataforma, que hoje domina esse segmento e que ajudou a consolidar um novo modelo de comunicações móveis.

A estreia acontece três anos depois de a Google ter comprado a start-up que começou por desenvolver o sistema operativo baseado em Linux, a Android, num negócio que à data envolveu algum mistério, nos números e no propósito.

Em 2007 a plataforma é lançada no âmbito da Open Handset Alliance, uma iniciativa liderada pela Google, que reunia quase uma centena de empresas na intenção de desenvolver normas abertas para o mercado móvel, para dessa forma assegurar um desenvolvimento mais rápido do mercado.

 

Um ano depois, a 22 de outubro de 2008 é lançado o primeiro smartphone com Android, fabricado pela HTC e disponibilizado em primeira mão pela T-Mobile. O G-1 ou HTC Dream tinha um ecrã de 3,2 polegadas, ecrã TFT de 320 x 480 pixéis, HSDPA, Wi-Fi, uma câmara de 3,2 megapixéis, processador de 528 MHz. Esteve no mercado até 27 de julho de 2010, mas em abril do ano seguinte já tinha acumulado vendas de um milhão de unidades.


O modelo estreou-se com a versão 1.0 do sistema operativo, disponibilizada um mês antes, mas teve várias atualizações, passando também pelas versões 1.1 (que tal como a versão 1.0 internamente também terá tido nome de doce, mas a lógica das versões com nome de sobremesa só seria adotada na geração seguinte), Banana Bread, CupCake e Donut.

Esta última (1.6) foi lançada em setembro de 2009 e conseguiu uma quota de mercado de 0,4%, um número curioso tendo em conta a evolução que a plataforma teria nos anos seguintes. Abaixo pode rever o vídeo oficial com as principais novidades da versão.

Ainda em 2009, a HTC (com a T-Mobile e o seu MyTouch 3G) voltava a ser parceira da Google no lançamento do primeiro smartphone Android com a versão 1.5 do sistema operativo, a CupCake. No mesmo ano era lançado o primeiro equipamento com a Eclair, a versão 2.0 da plataforma, que se estreou no Motorola Droid e introduziu suporte para HTML5, Bluetooth 2.1, entre outras novidades.

Nos cinco anos que já fazem a história do Android saltamos para 2010, ano de lançamento – do Gingerbread e – do primeiro smartphone de marca própria da Google, numa nova parceria com a HTC.

O Nexus One também corria o Éclair e não foi o sucesso de vendas que a fabricante antecipava o que deixou em banho-maria – mas não de lado – a estratégia de lançamento de uma linha de equipamentos em nome própria.

Ainda que o início do ano não tenha sido brilhante para a Google, que coordena os desenvolvimentos em torno da plataforma Android, os meses seguintes seriam e foi nesse período que a plataforma ganhou fôlego e massa crítica, ao afirmar-se como opção para um leque cada vez mais variado de fabricantes. HTC, LG e Samsung (que em 2009 estreou a linha Galaxy) são, deste leque, os fabricantes que mais se têm destacado no apoio ao sistema operativo.

No final do ano o mercado de smartphones estava dominado pelo Android que em 2010 crescia 80% relativamente ao ano anterior, com cerca de 300 milhões vendidos, números da Canalys.

Em 2011 o Android evoluiu para as versões HoneyComb e Ice Cream Sandwich que introduziram várias novidades, como o NFC por exemplo, e já este ano para o Jelly Bean, lançado em junho.

A dias de ser revelada uma nova versão do sistema operativo – que será a 29ª, como é possível verificar nesta análise do Social Compare – a plataforma domina 68% do mercado e só no segundo trimestre do ano marcou presença em 104,8 milhões dos smartphones vendidos nesse período.

A Apple, principal rival, seguia bem atrás com pouco mais de 16% do mercado e 26 milhões de dispositivos vendidos. É certo que o trimestre foi de expectativa para os fãs da marca da maça, que aguardavam pelo lançamento de um novo iPhone mas a distância continua ser abismal.

E se, graças às novidades, a segunda metade do ano promete ser melhor para a Apple, acontece o mesmo com o Android que é a escolha da maioria dos fabricantes no emergente mercado dos tablets e que em breve terá uma nova versão e novos equipamentos para suportar.

A informação não é oficial, mas ao que tudo indica na conferência de imprensa que a Google agendou para o próximo dia 29 – já agora, o dia de lançamento da nova versão do sistema operativo móvel da Microsoft, o Windows Phone – a empresa irá revelar o sucessor do Jelly Bean a novos Nexus.

Entretanto, e desde 2008, já foram ativados 500 milhões de dispositivos com Android. O ritmo diário de novas ativações está em 1,3 milhões, de acordo com os últimos dados da Google, que acredita conseguir alcançar o marco dos mil milhões de ativações já durante o próximo ano.

Fechamos com algumas imagens do “quintal” da Google onde estão estátuas das sobremesas que dão nome às versões do Android e com muitos detalhes da história do Android – que em cinco anos com produtos no mercado se fez longa – por contar.

Fica o convite aos leitores para que partilhem na caixa de comentários a sua opinião relativamente aos momentos mais marcantes da história do Android.

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